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Começando com o mínimo de erros – foco em cães e gatos

Posted by on 15 de outubro de 2010
        Primeiro vou explicar “com o mínimo de erros” que coloquei no título, é um questionamento simples para refletir: um dos erros intrínsecos seria a própria domesticação? Ou a maneira com que tratamos os animais hoje em nossos cativeiros?
        Bom, não darei respostas, porque não as tenho.
        Voltando ao trabalho com a realidade:
        Como escolher um animal de estimação?
        Nos posts anteriores eu já dei algumas dicas e até repeti, para que a esse início seja dada a importância necessária, pois é aí que selaremos os sucessos ou insucessos que seguirão.
        Simplesmente por serem os cães e os gatos a maioria dentre os animais de estimação escolhidos, falarei especificamente deles, mas se alguém tiver dúvidas sobre outras espécies, perguntem que tentarei, dentro das minhas possibilidades, responder.
Cães


        É uma espécie naturalmente social, gregária. Portanto a atenção e a companhia são ingredientes que não poderão faltar na relação entre o humano e o cão. Essa característica deve ser levada MUITO a sério, pois é nela que residem muitos dos problemas que culminam na contratação de um profissional de comportamento.
        Se você não pára em casa, não pode levar seu cão onde você vai, não tem condições de mantê-lo numa creche, contratar uma dog sitter ou um passeador, pense duas vezes antes de adotar ou comprar um cão, pois os benefícios que ele poderá lhe trazer não podem se sobrepor ao sofrimento que uma vida de solidão trará a ele. Considere que esta espécie não combina com seu estilo de vida e pense em outro companheiro.
        Outro passo: cães são sua cara! Você tem como prover ao cão um período considerável de atividades diárias, mas qual a quantidade suficiente? Isso já dependerá da raça do cão.
        Existem raças de cães (ESQUEÇAM OS MODISMOS!) que têm certas características e outras que apresentam características opostas. Vamos fixar que todos os cães precisam de atenção, companhia, atividade física e mental, espaço… mas a quantidade de cada coisa que eles precisam varia com a raça. Logo, um Border Collie precisa de muito mais tudo isso que eu citei (e mais algumas coisas) que um Buldogue Inglês, por exemplo. Não que o último seja como uma peça do mobiliário e não necessite de coisa alguma além de uma cama, água e comida… essa idéia é completamente equivocada.
        Outra questão ligada à raça é o temperamento do cão. E aí residem os maiores equívocos que se podem cometer contra os cães e que geram todos os tipos de preconceitos. Dizer que o temperamento de uma raça tende à dominância não quer dizer que TODOS os cães da raça serão igualmente totalmente dominantes, pois temos que lembrar que além da característica da espécie e da raça, temos que nos atentar às características do indivíduo.
        É fácil observar que Rottweilers são dominantes, ótimos cães de guarda. Isso não quer dizer que não possamos encontrar Rotts submissos. Enxerguem isso como incontáveis tons de cinza. Para qualquer característica, pode haver muitas variações, do mais escuro ao mais claro quase branco.  
        Uma observação importante a ser feita é: esse temperamento comum à raça é marcante em animais bem criados, pois como no Brasil não temos uma regulamentação específica para criação de animais, isso se dá de qualquer forma em qualquer lugar. O resultado são cães fora do padrão tanto de estética quanto de temperamento. Fique atento à qualidade e idoneidade do criador.
        Até aqui falei sobre coisas possíveis (até certo ponto) de serem mensuradas. E quando vamos adotar um cão? Não sabemos o pedigree, nem onde nasceu, nem como sobreviveu. Realmente a adoção de cães, em termos de controle e análise de padrões é em parte arbitrária.
        Adoção merece uma série de posts específicos senão ficarei escrevendo até amanhã e ninguém terá paciência pra ler meu blábláblá. 
        Ah tá! Quase esqueço de dizer ONDE buscar essas informações. Obviamente que a primeira fonte que a pessoa que irá adquirir um cão procura normalmente é o próprio criador. MAS essa pode ser uma escolha perigosa, pois, sem entrar no mérito se o criador conhece ou não o cão que escolheu para procriar, podemos supor inicialmente que ele quer vender o cão e conheço quem o faça a qualquer custo, inventando as mais mirabolantes histórias. Da mesma forma conheço aqueles que são honestos, conhecem e AMAM realmente aqueles animais que estão sob seus cuidados, e por amá-los, respeitam-nos. Só quero alertar para o fato dessa fonte ser muito imprecisa. Então, não pode ser a única. A melhor coisa é buscar uma enciclopédia de raças e livros específicos (desde que não sejam só de criadores). 
        No Brasil, ainda não é costume o veterinário conhecer comportamento e características dos cães e dos gatos. Isso não faz parte da grade curricular. Mas é um pedido legítimo, pra não dizer um clamor! Peçam, busquem o serviço, obriguem os veterinários a conhecerem os animais com os quais trabalham, pois são eles os agentes de saúde e bem-estar dos mesmos. Digo OBRIGUEM mesmo! E não titubeio em escrever isso, como veterinária consciente dessa falha na nossa educação e como alguém que acredita no nosso poder de formação de opinião.
        Não vou escrever mais. Deixa pra próxima!

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