Dados sobre a população de cães e gatos no Brasil em 2012

WILBER - meu cão

Wilber - SRD, adotado

Acabei de ler uma notícia muito interessante neste site: http://www.180graus.com/geral/brasil-tem-a-segunda-maior-populacao-de-caes-e-gatos-do-mundo-548231.html

Ela é importante, pois fala da situação da população de cães e gatos no Brasil em 2012. Para nós que trabalhamos com esses bichinhos é útil para nos prepararmos para mudanças futuras.

Mesmo com a população de gatos maior que a de cães no mundo – 204 milhões de gatos para 173 milhões de cães – o Brasil ainda mantém  a tradição do maior interesse pelos cães.

Mas, com a verticalização das grandes cidades (onde se concentra a maior parte dos animais de estimação) e a mudança do estilo de vida do brasileiro (cada vez mais tempo fora de casa), esse perfil está se alterando.

Atualmente, contamos com uma população de 101,1 milhões de animais domésticos, sendo a segunda maior população de cães e gatos do mundo (só atrás dos Estados Unidos com 80 milhões de gatos frente a 66 milhões de cães).

Heineken tomando sol

Heineken - SRD, adotada

As tendências mostram um aumento no número de gatos no lar brasileiro comparado a 2011.  No fim de 2012, poderemos contar com cerca de 21,4 milhões de gatinhos e 37,1 milhões de cachorrinhos. Mas a estimativa é de termos 1,4 milhão a mais de cachorros e 1,6 milhão a mais de bichanos, mostrando uma inversão leve na curva de crescimento (dados da Abinpet – Associação Brasileira da Indústria de Produtos para Animais de Estimação).

E é claro que a tendência é de aumento de movimentação financeira no mercado pet brasileiro!

E você? Prefere cães ou gatos? Por que? Participe conosco, comente aqui no blog ou mesmo no Facebook. Ah! Não curtiu nossa página ainda? Então fique atento! É só clicar no atalho aqui na sua esquerda.

Até a próxima!

Bicho Sem Preguiça

 

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As mazelas de um cão destruidor – ele é mau ou só mal compreendido?

A coisa mais comum de se escutar de uma pessoa que tem um cão destruidor é: ele come meus sapatos! Claro que é pra se vingar de mim!

As vítimas constantes dos cães mastigadores são as borrachas. Então, chinelos, solas de tênis e saltos de sapatos estão no topo do ranking de coisas destruídas em casa (seguidos pelos fios elétricos). A pessoa vira mesmo sócia de loja de calçados.

E o que dizer de quem dá o sapato destruído para o cachorro? Sabe como é… já está destruído né? De repente ele desiste dos outros sapatos. Mas o que acontece na realidade?

Dêem uma olhada nesse vídeo:

 

Vocês notaram a quantidade de chinelos dentro da caixa? Pois é, dar os objetos destruídos para o cão brincar não parece ser algo muito eficiente para acabar com esse comportamento.

Pois é… os cães roem nossos objetos por diversos motivos (clique aqui para ler outro post que lhe ajudará a entender). Duas coisas não vão lhe ajudar neste caso:

  • dar bronca tarde demais e/ou sem atingir a causa disso;
  • dar o objeto destruído para o cão terminar de brincar.

Ambas, além de não ajudarem, podem piorar o quadro.

Dando bronca tardia, seu cão vai ficar muito mais ansioso, portanto, com mais necessidade de roer e cada vez mais coisas ficarão destruídas.Chinelos mastigados

Dando a ele o objeto destruído, você estará permitindo que seu amigão roa aquilo que tem seu cheiro (e os cães se orientam muito pelo cheiro) e ele roerá cada vez mais suas coisas. Além do que, não é o objeto em si a questão, mas o cheiro. Então, dando o objeto para o cão, com o tempo ele deixará de conter seus odores e o cão perderá o interesse e procurará algo mais cheirosinho (not) para mastigar.

Se você ficar atento, perceberá que o negócio, além do seu cheiro, é o material que atrai o cão, afinal de contas ele poderia também roer suas calcinhas e os pés dos móveis, mas rói só coisas de borracha (neste caso).

Então, primeiro substitua seus chinelos por brinquedos do mesmo material. Uma visita a um bom petshop poderá lhe ajudar.

Depois, brinque muito com esse novo brinquedo, ele deverá ficar com seu cheiro.

Finalmente, dê o brinquedo ao seu cão e fique muito feliz em substituir o brinquedo destruído periodicamente. Certamente será muito mais barato que comprar novos sapatos toda vez.

Se no seu caso o peludo destrói sapatos e muito mais, use a mesma lógica (selecionar brinquedo no material similar, deixar seu cheiro no brinquedo e interagir com o cão usando o brinquedo e substituir toda vez que for destruído). Não esqueça que ele dará importância ao objeto quanto mais ele tenha seu cheiro e lembre você: interaja.

Outra dica importante é: evite deixar coisas espalhadas pela casa. De alguma forma, seu bicho vai lhe ajudar a ser um tanto mais organizado. 😉

Para os cães, só a coerência funciona.

E lembre-se: TODA VEZ QUE INSERIR UM NOVO BRINQUEDO, FAÇA APENAS SOB SUPERVISÃO. Seu cão pode tentar engolir o objeto e é melhor você estar perto. Quando tiver certeza que ele não vai engolir e que o brinquedo não solta pedaços grandes e perigosos, fique tranquilo e deixe o bicho brincar à vontade!

 

Até a próxima semana!!

 

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Passeio I – quem leva quem pra passear?

Ok, ponto comum: cães precisam passear!

Passeio é muito importante, soltar o cão na rua não é passeio, não é seguro e é ilegal em algumas cidades. Entretanto, passeio não é uma tarefa muito fácil, apesar de ser um momento riquíssimo de interação com o cão e uma grande oportunidade para estabelecer mais alguns limites.

Agora levante a mão quem consegue passear tranquilamente com seu dog, na rua, em horário movimentado e cheio de crianças correndo, gritando e andando de patins.

E  levante a mão quem sai pra passear com seu cão às 23h pra evitar qualquer ser vivo que se mova, ou aquele que vira e mexe é arrastado pelo peludinho. Mande umas fotos das cicatrizes, vai!

Não sendo uma tarefa simples, teremos mais textos sobre passeio elucidando outros pontos. Neste falaremos sobre: um aspecto da ansiedade, a guia correta e o real prazer de se passear.

Seu cão fica ansioso assim que você toca a guia dele?

Seu cão sai atropelando todo mundo pela porta (por todas as portas que tiver que passar) até estar na rua?

Seu cão só fica calmo depois que cansa e está voltando pra casa?

Ou ainda: seu cão empaca?

A primeira coisa que é necessário fazer: observe como você passeia com seu cão. Desde o momento que troca a roupa pra sair.

  • você segue uma rotina? Sempre a mesma roupa, mesmo tênis e mesmos movimentos?
  • você sai gritando e pulando pela casa: VAMOS PASSEAR!!! QUEM QUER PASSEAR? QUEM VAI COM A MAMÃE (ou papai)???
  • você coloca a coleira no cão só pra passear?

Vamos combinar uma coisa? Se você faz uma ou mais dessas coisinhas aí… pode parar.

O momento do passeio, para os cães (claro que a maioria e não todos), é um tanto ansiosa! Por si só eles já tendem a AMAR passeio, pelo que isso representa sensorialmente a eles (tudo muito rico em tato, olfato, visão e audição – muito estimulante). Se você valoriza demais o momento, então está dando um gás enorme para algo que já pode beirar o descontrole por natureza.

Deixar muitas pistas de que O MOMENTO chegou, também gera ansiedade. Rotina gera ansiedade, é só ela falhar um dia que você percebe isso. Comece a considerar colocar a coleira e a guia pro seu cão ficar em casa. No começo ele vai ficar confuso, mas logo vai parar de associar guia com passeio e isso facilitará MUITO sua vida (e a dele também).

A melhor guia para passeio é a de pescoço. A peitoral deixará o cão com tração nas 4 e você com deslocamento de ombro. Já vi pessoas deixarem de passear por começarem com dores crônicas no ombro, por esforço. Isso não é legal, acaba com o prazer.

Não use as guias enforcadoras  (também chamadas de guias unificadas) ou enforcadores. Apesar de serem ferramentas ótimas, o resultado do seu trabalho dependerá de quem a utiliza. Se você não sabe usar um enforcador, não obterá resultado satisfatório e correrá o risco de prejudicar a saúde do seu bichinho.

Estando com a coleira de pescoço, faça exercícios. O melhor é você empacar, esperar o cão parar de puxar e, só então, voltar a andar. Observe bem como seu cão leva você pra passear e comece a levá-lo da mesma forma: não preste atenção nele, mude de direção toda hora, pare quando achar que deve e ande quando quiser. Veja mais nesse vídeo:

 

 

Muitos problemas são resolvidos com esse exercício. O desempenho é melhor se você conseguir realizá-lo no meio da rua ou o mais distante possível de postes e árvores. A ansiedade deles aumenta junto com o número de estímulos. Então, quanto menos estímulo, melhor.

A ansiedade tem uma relação inversa com a atenção. No pico da ansiedade, o animal já não vai enxergar ou escutar você. Ele estará diretamente ligado ao objetivo dele, ou enlouquecido mesmo com tanto estímulo. Caso seu cão seja do tipo: “totalmente despirocado”, você precisará começar o treinamento dentro de casa, mudando completamente todo erro associado ao início do passeio (que listei no início do post) e ajudando-o a ficar menos ansioso. Abordaremos isso mais detalhadamente futuramente.

Existe uma lenda que diz que os cães devem ir pra rua pra cheirar tudo, fazer o que querem e que o prazer está aí. Realmente é uma lenda. Com tamanha ansiedade, o cão sequer aproveita o passeio, sequer fica atento ao ambiente, ele fica é desembestado mesmo. Ele começa a associar que precisa puxar a guia pra conseguir ir onde precisa e fará isso cada vez mais. Quando o cão sai pra passear calmamente, aí sim… muito prazer para cão e para você!  Aí sim ele vai explorar.

Outra lenda é aquela que diz que o cão precisa andar X quilômetros. Garanto que ele cansará mais num passeio de 20 minutos em treinamento que se puxar você por 1 hora. Já fiz esse teste. Cães em treinamento são muito mais exigidos fisica e mentalmente. Voltam pra casa e só conseguem deitar e dormir (claro que temos exceções).

E PASSEIO NÃO É O COMANDO JUNTO! No passeio, a regra básica é: eu ando quando você não puxa a guia. Puxou, eu paro. Só. Fora isso, o cão estará livre para cheirar matinhos e fazer suas necessidades, andando um pouco mais adiantado ou mais pra trás (RECOLHA A SUJEIRA DO SEU CACHORRO).

O  passeio bem feito nos proporciona um incrível aprendizado sobre nosso cão e nos força a observar reações importantes de nosso amigão, aprender com ele e exercitar a comunicação de forma dinâmica. Novamente: não costuma ser fácil, mas com coerência, paciência e persistência, tudo acaba por se resolver.

É bom alertar que, mesmo com esses exercícios, tem alguns cães que não melhoram. Fora aqueles que, ao invés de puxarem, empacam. Então, é só aguardar os próximos vídeos e posts sobre passeio, onde daremos mais dicas. De qualquer forma, considere a ajuda de um profissional.

 

Abraços e até a próxima semana!

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Seu cão sobe na cama e…

filhote de cachorro subindo na camaTemos aqui duas situações:

1 – Seu cão sobe na cama, no sofá, na pia, na mesa… e você gosta, quer, aprecia e reclama que ele é desobediente, morde visitas, urina no seu sofá, etc e você não sabe o que fazer.

2 – Seu cão sobe na cama e você detesta, mas não sabe mais o que fazer pra isso não acontecer.

Se você gosta que o seu cãozinho fique na sua cama como se fosse dele, saiba que a melhor forma de fazer isso “deixá-lo ficar na sua cama” é colocando limites, ou seja, ele vai subir, mas só depois que você chamar. Se for ao contrário: ele sai correndo na sua frente, sobe na cama e chama você “ok, amigo! Agora pode vir que eu deixo!”, eu posso inferir que seu cão não sabe muito respeitar limites e um indivíduo social sem limites pode ter problemas suficientes para enlouquecer você. Muitas vezes, apenas ensinando ao animal a palavra Não e colocando uns 2 ou 3 limites resolve TODOS os outros problemas. Acredite: regular as subidas na cama tem um poder inestimável. Obviamente, o cão poder subir na cama tem valor pra ele: ao ser deixado em casa sozinho, ele se sentirá mais confortável se puder ter acesso a um local que tenha o seu cheiro. Nenhum lugar da casa tem mais seu cheiro que sua cama, gaveta de roupas íntimas ou sapateira (tem gosto pra tudo).

Então, escrevendo sobre a importância do acesso a lugares com muitos cheiros do tutor, sou forçada a pensar naqueles que DETESTAM que seus cães subam na cama ou sequer entrem no quarto. (pois tenho a impressão que aqueles que confinam os bichos na lavanderia nem vão ler esse texto). Se você não quer, de forma alguma que o cão tenha acesso às suas áreas pessoais, tenha certeza que terá que dedicar um tempo muito maior em deixar um lugar da casa, à qual o cão tenha acesso, com muitos cheiros seus. Escolha o canto e fique lá com o cachorro! Ter esse canto deixará o bicho mais tranquilo nos momentos de solidão.

Vejam, de maneira prática, como ensinar seu cão a não subir na cama neste vídeo.

Claro que existirão variações e, no caso de dificuldade, chame um profissional para ajudá-lo com o trabalho. Lembrar que COERÊNCIA, PACIÊNCIA E PERSISTÊNCIA são qualidade indispensáveis para quem quer ter um bom relacionamento com seu bicho de estimação (na verdade, para quem quer ter qualquer tipo de bom relacionamento).

Ensinando como no vídeo, o cão aprenderá que “subir na cama na sua presença é proibido”, mas na sua ausência não é.

Para aqueles tutores que querem o cão em cima da cama, o melhor é PRIMEIRO ENSINE A NÃO SUBIR e só depois use um comando para ensiná-lo a subir. Só depois que ele já não estiver subindo por conta própria na sua presença. O melhor momento para ensinar isso é quando o animal é filhote. Ao pegar o filhote para colocar na sua cama (quem resiste a um filhote na cama?) já introduza um comando (CAMA) antes de pegá-lo. Isso facilitará sua vida! O filhote vai crescer se ele for impedido de subir antes de ser chamado da primeira vez que tentar (na sua presença), tudo ficará claro rapidamente.

Depois deverá ser determinado se na ausência será ou não permitido que suba, mas essa é outra história.

Ter claro para si mesmo o que se quer do cão é o primeiro passo para um treinamento de sucesso.

Use os comentários para colocar suas dúvidas, sugestões e críticas.

 

Até a próxima!

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